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Folha de São Paulo, Especial, domingo, 19 de setembro de
2010 

Gerontólogo melhora a vida dos idosos

Profissional pode atuar nas áreas social e de saúde, em atividades
diferentes das realizadas por geriatras 

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Não foi por acaso que a gerontóloga Paula Schimidt Brum, 23, escolheu sua
profissão. Desde pequena, ela se interessa pelas questões relacionadas aos
idosos.

Formada na 1ª turma da USP-Leste, ela se destacou no programa Universidade
Aberta à Terceira Idade. No projeto, que é voltado à saúde de pessoas com mais
de 60 anos, Paula organizava atividades de memorização.

“A gerontologia me abriu os olhos para uma condição natural do ser humano”,
diz.

Hoje, Paula coordena oficinas de estimulação cognitiva para idosos no
Hospital das Clínicas de São Paulo e também faz mestrado em psiquiatria na USP.

O curso de graduação em gerontologia é dividido em áreas como biologia,
psicologia e serviço social, além de ter administração com foco na saúde do
idoso.

A coordenadora do curso da UFSCar (federal de São Carlos), Sofia Cristina
Iost Pavarini, diz que o gerontólogo não substitui o geriatra (médico
especializado na saúde do idoso).

“A ênfase está em gestão com o objetivo de melhorar a qualidade de vida do
idoso.” Entre as opções de trabalho, há hospitais, clínicas, serviços de saúde e
de convivência para o idoso, no setor público e no privado.

Outra profissional com gosto pelo trato com os idosos é Tatiane Barbosa de
Andrade, 23. Ela integra a ONG Saúde da Família, na área de prevenção de DSTs
(doenças sexualmente transmissíveis) na terceira idade.

“O envelhecimento precisa ser mais discutido do ponto de vista social. O
idoso deve ser tratado como adulto.”

A coordenadora do curso de gerontologia da USP, Monica Sanches Yassuda,
ressalta que boa parte dos formandos consegue trabalho rapidamente e que o
salário inicial para esse profissional fica na faixa de R$ 2.500.

“É um mercado em expansão, devido ao aumento da expectativa de vida da
população”, analisa.

MERCADO DE TRABALHO

Já Silvio Bock, diretor da Nace, empresa de orientação educacional, não
acredita que o emprego venha fácil.

“O gerontólogo não é médico, não é fisioterapeuta nem educador. Não sei
onde ele vai trabalhar, apesar de o mundo estar envelhecendo.”

A estudante do 3º ano de gerontologia da USP, Natália Nicola, 20, acredita
que as chances são boas. “Tenho vários colegas trabalhando.”

Apenas três universidades oferecem a formação, mas esse número deve
aumentar.

A UFMG anunciou que lançará o curso de gestão gerontológica para ingresso
em 2012.

(ALADIM LOPES GONÇALVES)


FOLHA.com

Ouça entrevista com a gerontóloga
Paula Schimidt Brum


folha.com.br/mm798378

Categorias: Gerontologia

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