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Diário do Grande ABC, terça-feira, 21 de outubro de 2014

Orientação vocacional deve integrar currículo

Natália Fernandjes 

 

A definição da carreira profissional não deve ser tema de discussão apenas no Ensino Médio, quando o jovem se aproxima da fase do vestibular. Especialistas defendem que a prática seja incluída na grade curricular das redes de ensino a partir do segundo ciclo do Ensino Fundamental (5º ao 9º ano) ou até mesmo antes desta etapa.

“Percebemos que o assunto vem ganhando importância no âmbito das políticas públicas, tanto nas esferas federal e estadual quanto municipal”, explica o doutor em Educação pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) especializado em orientação profissional Silvio Duarte Bock. Para o profissional, todas as pessoas deveriam ter o direito e oportunidade de parar para pensar de forma organizada antes de esboçar um projeto de vida.

A sugestão do especialista é que as escolas trabalhem o assunto dentro das demais disciplinas e atividades do dia a dia. “Quando as crianças visitam um zoológico, por exemplo, não só os bichos enjaulados devem ser observados. Também cabe aos professores e gestores educacionais essa percepção das habilidades e atuações dos estudantes fora da sala de aula”, ressalta.

A professora de Psicologia da Educação da Fundação Santo André Ivete Pellegrino acredita que o assunto orientação vocacional deve ser inserido na rotina dos alunos em sala de aula a partir do 5º ano do Ensino Fundamental. “O colégio precisa trabalhar esses projetos com mais frequência e dar continuidade até a pessoa estar esclarecida”, considera.

Bock ressalta que um dos papéis da escola também é ajudar o aluno a pensar de forma organizada, estimular o autoconhecimento e proporcionar ferramentas para análise do mercado, itens indispensáveis para a escolha da carreira. “A escola é o ambiente mais propício para o desenvolvimento de trabalho psicoeducacional. É lá que a gente aprende coisas importantes para a vida e estabelece uma base para o futuro.”