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REVISTA GESTÃO UNIVERSITÁRIA - 10/07/2017 – BELO HORIZONTE, MG

Psicólogos como um Diferencial na Educação Pública

POR WOLMER RICARDO TAVARES – MESTRE EM EDUCAÇÃO E SOCIEDADE, ESCRITOR, PALESTRANTE, ARTICULISTA, COLUNISTA, DOCENTE, CONSULTOR DE PROJETOS EDUCACIONAIS E GESTÃO -

A educação é composta por diversos profissionais que contribui com a sua qualidade, sendo todos conhecidos como educadores, e aqui não se fala sobre notórios saberes, que vêem nela mais que uma forma de melhorar o orçamento e tampouco como uma frustração de um profissional que não atuou em sua área, então, resolveu lecionar.

A educação de qualidade deve ser feita por profissionais de verdade, por educadores que levantam a bandeira e dão o máximo de si, se abdicando de incontáveis fins de semana e encontros sociais para preparar aulas, corrigir provas, participar de reuniões dentre outros procedimentos que a educação exige.

Dentre muitos profissionais que convergem com a labuta de uma educação de qualidade, feliz é a escola que poderá contar com o psicólogo.

Ele somará força com o professor para que o devir seja alcançado e este profissional poderá também trabalhar a autoestima tanto do educando quanto do educador, fazendo-os manter a dignidade para que esta não seja ceifada pelo sistema que impõe a neutralidade no processo da educação.

No livro Escola não é Depósito de Crianças, escrito por mim e publicado em 2012 pela WAK, o psicólogo é um profissional que faz a diferença na educação, cabendo a este profissional trabalhar o cognitivo do educando resguardando a sua individualidade, isso porque ele é dotado de emoções, sentimentos, angústias, frustrações e anseios, que poderão interferirem em seu desenvolvimento como ser integral.

Deve-se levar em conta que este profissional também será a pedra angular para que a família possa se sentir segura e menos perdida nos tabus e preconceitos muitas vezes oriundos delas próprias, e assim aceitar as diferenças de seu filho reforçando o elo escola e família.

Caso resolvamos ir mais além, a escola será referência entre as demais porque com a atuação do psicólogo será mais fácil trabalhar a inteligência coletiva, conceito ressaltado por mim no livro Gestão Pedagógica, publicado em 2009 pela WA.

Cabe esclarecer que a inteligência coletiva é uma permuta de informações com o intuito de construir o conhecimento e dessa forma, leva-se em consideração a individualidade de cada educando e a sua autonomia.

Outra inteligência que o psicólogo poderá trabalhar é a inteligência competitiva que está ligada a análise destas informações, dessa forma, tornar-se-á mais fácil trabalhar a autoestima do educando e reforçar a sua autoconfiança.

Não se pode desconsiderar que sem a família sendo parceira da escola no processo de educação, torna-se difícil acontecer uma educação de qualidade, o que é reforçado por Ferreira e Maturano no artigo Ambiente familiar e os problemas do comportamento apresentados por crianças com baixo desempenho escolar, publicado pela Psicologia: reflexão e crítica, v15, n1 de 2002 que afirmam problemas apresentados pelos educandos estão relacionados a problemas no contexto ambiental a qual a mesma encontra-se inserida, com pais violentos, crises financeiras e famílias desestruturadas, assim pode-se afirmar que a família está diretamente ligada as atitudes comportamentais do educando.

Outro fator importante é que os psicólogos podem auxiliar tanto os educandos quanto aos pais que muitas vezes, encontram-se perdidos entre os tabus, crenças e mitos, cabendo ressaltar que não cabe ao professor dar uma de psicólogo, a isso se remete apenas ao psicólogo.

Feliz é a comunidade escolar que pode contar com este profissional a auxiliar na seara de uma educação de qualidade, amparando as crianças, a família e os educandos.