Or. Vocacional - Pressupostos básicos
 

» Visão do (nace) a respeito da escolha profissional

» Como se desenvolve a percepção de si próprio

» Como lidar com as influências

» Vestibular e escolha profissional

» Não é muito cedo ter que escolher profissão aos 17/18 anos?

» Satisfação pessoal, sucesso financeiro, mercados futuros, o que levar em conta na escolha profissional?

» Como os pais devem agir na situação de escolha profissional dos filhos?

Visão do (nace) a respeito da escolha profissional

Escolher profissão significa fazer projeto de futuro. A escolha profissional faz parte do projeto de vida de uma pessoa. Mais do que descobrir vocação, é a hora de olhar o passado (pessoal), conhecer as profissões e a realidade sócio-política-econômica-cultural que dá contorno a essa decisão para pensar quem se pretende ser, o que se pretende fazer e que mundo gostaria de construir (como intervir neste mundo que aí está).

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Como se desenvolve a percepção de si próprio

O autoconhecimento é parte integrante do processo de escolha. Este conhecimento de si se dá através da reflexão do vivido e é importante assinalar que os seres humanos vivem em grupo. Assim, parar para pensar como se tem vivido nos vários grupos que se participa (família, grupo de amizade, de lazer, de esporte, religioso etc), ajuda a entender como "se tem sido", quais são "nossos" valores, habilidades e características pessoais para pensar quem se pretende ser e até modificar aspectos que não se gosta ou desenvolvendo outros que ainda não foram trabalhados.

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Como lidar com as influências

Se a pessoa escolher uma profissão só porque o teste vocacional apontou ou porque o pai disse ou o professor sugeriu, provavelmente a decisão será questionável. O fundamental é ouvir todas as opiniões para ter mais dados para optar. A decisão é pessoal e nunca deveria ser transferível, o que não significa deixar de ouvir as pessoas que admiramos e respeitamos.

O (nace) - Orientação Vocacional não fundamenta seu processo nos testes vocacionais - procuramos desenvolver reflexão sobre os muitos aspectos envolvidos na questão para que cada um possa escolher da melhor forma possível.

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Vestibular e escolha profissional

O que observamos hoje em dia é que os jovens tem se dedicado mais ao vestibular do que à escolha profissional. A idéia é que a escolha se resolverá "um dia" e que o conhecimento que o vestibular exige é grande e cumulativo e que por isso não se deve perder tempo. Infelizmente essa concepção explica em parte o grande índice de evasão nos cursos superiores que fica, no Brasil, por volta de 30 a 40% conforme o curso. O vestibular é conseqüência da escolha, afinal para que serve prestar vestibular se não se sabe o que se quer fazer, ou pelo menos para qual curso prestar?

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Não é muito cedo ter que escolher profissão aos 17/18 anos?

Escolher é um atributo do ser humano - logicamente quanto mais experiência a pessoa tiver acumulado, mas ponderada será sua decisão. A escolha de uma profissão que exige formação de nível superior acontece aos 17 ou 18 anos porque ela tem como requisito o término do ensino médio que se dá exatamente nesta idade. Assim, o momento da escolha é determinado sócio-culturalmente e nada tem a ver com um pressuposto amadurecimento bio-psicológico. A escolha mais tardia pode trazer benefícios, mas a sociedade precisa se organizar e pensar o que o jovem vai fazer enquanto isso, mas uma coisa é certa, a escolha sempre continuará como algo difícil. Escolher, sempre significa ter que posicionar-se por uma dentre dois ou mais alternativas igualmente atraentes.

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Satisfação pessoal, sucesso financeiro, mercados futuros, o que levar em conta na escolha profissional?

A melhor escolha é aquela que consegue levar em consideração todos os aspectos envolvidos. Levar em consideração não significa fazer uma média, mas refletir sobre todos os aspectos para que a própria pessoa possa tomar partido. Na verdade a questão pressupõe a discussão de valores e a resposta à questão "o que pretendo de e para minha vida" trará as balizas que serão referenciais para a decisão. Por isso dizemos que pensar em profissão significa esboçar um PROJETO DE VIDA.

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Como os pais devem agir na situação de escolha profissional dos filhos?

Esta "conversa" acontece mais cedo do que se imagina. Quando os pais escolhem o nome de seus filhos de uma forma ou de outra eles estão colocando expectativas de como gostariam que eles fossem. Da mesma forma, a escolha de uma escola também expressa expectativas. O que estamos querendo dizer é que a família desde muito cedo joga expectativas e determina valores. A escolha profissional é um momento da vida da pessoa em que ela poderá resignificar tais expectativas e construir seu próprios valores que podem ou não ser coincidentes com os da família. Defendemos a idéia de que os pais devem explicitar suas expectativas (e não escondê-las a título de não influenciar), preferencialmente de forma não autoritária, para que o jovem tenha mais parâmetros para tomar esta importante decisão. A escolha poderá ou não respeitar as expectativas, mas o importante é que foi dado ao jovem mais elementos para pensar na sua decisão.

Às vezes os pais tem dificuldade em perceber que seus filhos crescem rumo a autonomia. O que os pais podem fazer é tentar transmitir suas experiências e vivências. O momento de escolha de uma profissão por parte de um membro mexe com toda a família. Os pais revivem e se questionam quanto as escolha que fizeram, os filhos mais jovens antecipam preocupações. A dinâmica familiar e de relacionamento foi construída por longos anos a fio e no momento da escolha, muitas vezes se exacerbam. Não há receitas quanto a atitudes a tomar frente a escolha de uma profissão, que, por exemplo, desagrada. Cada família vai viver de um jeito e cada jovem vai solucionar da melhor forma possível as situações criadas. De nada adiante dizer qual seria o comportamento politicamente correto, que todos já devem imaginar qual seria.

Ninguém acha agradável largar um curso no meio. Ninguém escolhe uma profissão para depois abandoná-la. As vezes isto acontece e nem por isso a pessoa é pior do que a outra que não largou. Abandonar um curso é uma nova escolha e tão difícil quando a escolha que a antecedeu. A função dos pais, como já dissemos anteriormente, é explicitar suas visões para que a própria pessoa tenha mais condições de tomar uma decisão ponderada, coerente, refletida.

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