Folha
de São Paulo, Ciência+Saúde,
SÁBADO, 13 DE JULHO DE 2013

Conselho
de SP vai protestar contra governo

Presidente da
entidade disse que vetos a Ato Médico são
“declaração de guerra”

DE SÃO PAULO

Assim como o CFM (Conselho
Federal de Medicina), o Cremesp (Conselho Regional de Medicina de
São Paulo)
disse que vai mobilizar os senadores para derrubar os vetos da
presidente Dilma
Rousseff à lei do Ato Médico.

A lei regulamenta a
profissão
do médico, apontando quais são os atos privativos
da medicina e quais podem ser
exercidos por outros profissionais de saúde.

A principal demanda da
classe médica –a exclusividade no diagnóstico e
na prescrição do tratamento–
foi rejeitada pela presidente, o que gerou duras críticas
dos conselhos de
medicina e foi comemorado por entidades que reúnem outras
profissões, como
enfermagem.

Renato Azevedo, presidente
do Cremesp, se disse “indignado” com a decisão, que ele
chamou de
“declaração de guerra contra os
médicos”.

“Essa lei foi
discutida por 11 anos com as outras profissões. Chegamos a
um acordo e isso foi
aprovado pelo Congresso. Surpreendentemente, a presidente veta artigos
da lei
que desfiguraram o projeto. Por que então se gastou tanto
tempo e
dinheiro?”, questiona.

A entidade marcou um
protesto para o dia 16 em São Paulo contra as
últimas medidas do governo, que
incluem a vinda de médicos estrangeiros sem
revalidação de diploma.

Roberto
D”Ávila, presidente
do CFM, disse anteontem que o melhor protesto “é dizer para
os pacientes
quem são os responsáveis” pela atual
situação.

O ministro da Saúde
Alexandre Padilha defendeu que a decisão dos vetos foi
“extremamente
técnica”. Ele disse que já chamou o CFM e os
demais conselhos para
discutir um novo projeto de lei que detalhe melhor o que a lei deixou
indefinido.

Padilha disse ainda que
ouviu médicos e outras 26 profissões da
saúde, além dos secretários municipais
da saúde para a decisão.

 


Categorias: Medicina

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