TERRA EDUCAÇÃO –
17/07/2013
– SÃO PAULO, SP

Ministro diz que
críticas à vinda de médicos
estrangeiros é elitista

DIOGO ALCÂNTARA 

O ministro da
Educação, Aloizio Mercadante, reiterou
nesta terça-feira a importância do programa Mais
Médicos, que tem como pontos
mais polêmicos a
“importação” de
médicos estrangeiros e o acréscimo de mais
dois anos ao curso, no qual os estudantes de Medicina
deverão atuar no Sistema
Único de Saúde (SUS). Em entrevista coletiva, o
ministro rebateu as críticas de
que o programa estaria forçando o trabalho dos formandos em
hospitais públicos.

“Chamo a
atenção para vocês, a pergunta que eu
deixo: Por
que é que no Fies (Financiamento Estudantil), que tem 24 mil
estudantes de
Medicina hoje, eles vão ficar 8 anos trabalhando no SUS pra
pagar e ninguém
criticou? Querem a resposta? Porque são estudantes de
medicina pobres, ninguém
criticou. Ninguém questionou”, disse o ministro.

Indagado se ele avaliava que
estudantes de Medicina ricos
teriam preconceito com o sistema de saúde
pública, Mercadante não apresentou
uma resposta assertiva. “Espero que não, acho que
vão ter uma grande
experiência de vida trabalhando no SUS. É um
sistema generoso, solidário,
poucos países do mundo têm um sistema de
saúde tão amplo”.

“O que estamos
fazendo agora é dois anos para aprimorar a
formação, para ter o médico mais
completo, como outros países do mundo já
fazem. Estamos trazendo uma experiência que já
existe, por isso estamos
confiantes que vamos aprofundar essa discussão”,
argumentou Mercadante.

Mais cedo, Mercadante e o
ministro da Saúde, Alexandre Padilha,
reuniram-se com reitores de universidades federais e diretores de
faculdades e
coordenadores de cursos de Medicina. Ogoverno constituiu uma
comissão para
avaliar a proposta que o Executivo enviou ao Congresso Nacional com as
medidas
para suprir a carência de profissionais.


Categorias: Medicina

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