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Folha de São Paulo, Ribeirão, TERÇA-FEIRA, 5 DE NOVEMBRO DE
2013

Medicina na USP Ribeirão é o curso mais concorrido da Fuvest

Seleção para o interior teve mais
candidatos por vaga que a opção oferecida na capital paulista

Engenharia civil em São Carlos e publicidade
em São Paulo também ficaram entre os mais concorridos do exame

DE SÃO PAULODE RIBEIRÃO PRETO

O curso de medicina em Ribeirão Preto passou a
ser o mais concorrido do vestibular da USP, aplicado pela Fuvest.

Nesta seleção, para ingresso no ano que vem, a
opção tem 62,91 candidatos por vaga. Passou à frente da medicina no campus São
Paulo, que ficou com 58,57 –esta havia sido a mais concorrida no ano passado
(56,43).

Os dados foram divulgados ontem pela Fuvest.

O curso de Ribeirão Preto ganhou neste ano uma
denominação mais direta. Antes, se chamava ciências médicas.

A direção da faculdade afirma que mudanças no
currículo também tornaram a opção mais atraente aos vestibulandos.

OUTROS DESTAQUES

Entre os mais disputados do vestibular 2014
aparecem também engenharia civil em São Carlos (50,85), publicidade (49,98) e
psicologia (48,57).

Considerando o total de inscritos, o exame 2014
será maior que o do ano passado (172 mil ante 160 mil).

Apesar disso, houve queda na concorrência em 36
dos 111 cursos. A maior redução foi na graduação da saúde pública (recuo de
75%). Essa opção foi a que menos obteve inscritos em números absolutos (98, para
as 40 vagas).

MENOS CANDIDATOS

Os cursos com menos candidatos por vaga são
ciências da informação em Ribeirão Preto (2,05); licenciatura em ciências
exatas, em São Carlos (2,36); e saúde pública.

Considerando, o número absoluto de inscritos, a
medicina no campus de São Paulo é a mais procurada (16 mil) –o curso possui
mais que o dobro de vagas que a opção em Ribeirão Preto.

Depois, aparecem engenharia na Escola
Politécnica (14 mil) e direito (12 mil).


Diretor atribui alta procura à nova grade curricular

DE
RIBEIRÃO PRETO

O
diretor da FMRP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto), Carlos Gilberto
Carlotti Junior, atribuiu a alta procura do curso à mudança no currículo, mais
voltado agora à saúde comunitária e à formação humanística.


“Enfatizamos a relação médico-paciente e isso estimula os alunos”, disse. A
mudança foi implementada neste ano com a intenção de capacitar melhor o jovem
médico para lidar com o diagnóstico de doenças mais recorrentes.

Para
Carlotti, o anúncio do programa federal Mais Médicos e a ampla discussão sobre a
qualidade no atendimento público de saúde impulsionaram, de modo geral, os
jovens a procurar cursos de medicina de qualidade.

Com
cem vagas para o curso de medicina e 6.291 candidatos inscritos, Carlotti
afirmou que a direção da faculdade já manifestou ao governo estadual e à
reitoria da universidade a disposição de aumentar o número de vagas. Não teve,
ainda, resposta.

“Não
adianta aumentar o número de salas, senão houver investimento no Hospital de
Clínicas para os alunos terem mais condições de aprendizado.”


(ISABELA PALHARES)


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