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UOL Educação – 19/11/2013 – São Paulo, SP

Governo quer criar 11.447 vagas em medicina até 2017

Estadão Conteúdo

O governo pretende criar
11.447 vagas de graduação em cursos de medicina até 2017, sendo mais de três mil
vagas em universidades federais. Essa meta foi reforçada por Dilma Rousseff na
edição desta terça-feira (19) da coluna `Conversa com a Presidenta`, publicada
semanalmente em cerca de 200 jornais brasileiros.

Ela destacou também as ações
do Programa Universidade para Todos (Prouni), que concede bolsas integrais ou
parciais para estudantes que cursaram o ensino médio completo em escola pública
ou em escola privada na condição de bolsista integral e que tenham renda
familiar de até três salários mínimos por pessoa.

`Desde 2005, o Prouni já
beneficiou 1,27 milhão de estudantes em todo o País`, ressaltou a presidente.
Ela argumentou, também, que há a opção de o estudante fazer matrícula em uma
instituição particular participante do Financiamento Estudantil (Fies), sistema
pelo qual já foi atendida parcela de 1,13 milhão de estudantes. `Os juros são de
apenas 3,4% ao ano e o prazo de pagamento é de três vezes a duração do curso
acrescido de um ano`, disse Dilma. Ela explicou que a primeira parcela só é paga
18 meses após a conclusão do curso.

`No caso da medicina, o curso
pode sair de graça, se o médico formado for trabalhar em unidades de atenção
básica do SUS, em regiões com carência de profissionais`, afirmou a presidente.

Dilma explicou, que, em uma
situação assim, esse estudante terá uma redução de 1% no valor financiado para
cada mês trabalhado. `Significa que, com 8 anos e 4 meses de trabalho no SUS, a
dívida é quitada`, destacou Dilma.

A presidente defendeu, ainda,
que outra mudança importante implantada recentemente foi a criação das cotas nas
instituições federais para alunos que sempre estudaram em escolas públicas.

`Neste ano, tornou-se
obrigatória a destinação de 12,5% das matrículas para esses estudantes de
escolas públicas, sendo metade delas destinada a alunos com renda familiar
inferior a 1,5 salário mínimo por pessoa`.

Dilma ressaltou que essa
parcela crescerá a 25% das vagas em 2014 e chegará ao limite de 50% em 2016. `É
respeitado também o porcentual mínimo de negros, pardos e indígenas
correspondente à sua participação na população da Unidade Federativa`, destacou
a presidente.

Categorias: Medicina

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