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Folha de São Paulo, Ribeirão, QUARTA-FEIRA, 30 DE JULHO DE 2014

Ribeirão abre quarto curso de medicina

Com
mensalidade de R$ 5.200 e ainda sem um hospital-escola, Estácio Uniseb oferecerá
76 vagas em setembro

Para dirigente
de entidade médica, nº de faculdades é suficiente e necessidade é de um plano de
carreira

HEITOR MAZZOCODE RIBEIRÃO PRETO

Ribeirão passará
a ter um quarto curso de graduação em medicina, com mensalidade inicial de R$
5.200. O centro universitário Estácio Uniseb anunciou nesta terça-feira (29) a
abertura do curso para o dia 1º de setembro.

Com isso, a
cidade, um dos principais polos educacionais do interior do Estado, passa a ter
três instituições privadas de ensino superior que oferecem a carreira.

As 76 vagas
previstas pela Estácio no edital do vestibular se somarão às 60 já oferecidas
pela Unaerp (Universidade de Ribeirão Preto) e pelo Centro Universitário Barão
de Mauá e às cem ofertadas pela USP, por meio do vestibular da Fuvest.

De acordo com a
reitora do centro universitário Estácio Uniseb em Ribeirão, Karina Bizerra, as
salas de aula serão equipadas com materiais audiovisuais e há laboratórios para
disciplinas como anatomia e histologia.

Além de ter
mensalidade equivalente a cerca de sete salários mínimos, a Estácio cobrará
inscrição de R$ 450 para a prova de ingresso, marcada para o dia 16 de agosto.
As inscrições terminarão três dias antes.

O centro
universitário ainda não conta com um hospital-escola para a prática dos seus
alunos. Segundo a reitora, há convênios com hospitais regionais.

"Há projeto para
um núcleo de saúde, que inclui um hospital-escola no futuro, mas temos convênio
com hospitais da região e unidades básicas de saúde", disse.

Abrir um curso de
medicina estava nos planos da Uniseb desde 2011, quando a instituição era
comandada pelo empresário Chaim Zaher, que a negociou com a Estácio em setembro
do ano passado, por R$ 615,3 milhões.

Ele disse à época
que não esperava um tramite rápido, porque o governo federal passou a dificultar
a abertura de cursos do tipo.

SEM PLANO

Para o
vice-presidente da AMB (Associação Médica Brasileira), Jorge Carlos Machado Curi,
o número de cursos na região de Ribeirão Preto é suficiente e o problema dos
formandos em medicina é não ter plano de carreira.

"Não é formando
mais gente que vai obrigar a pessoa a ir para determinada região. Ele quer ficar
onde tem local de trabalho, com condições."

Curi afirmou
ainda que a exigência mínima para abertura de cursos de medicina deve passar por
etapas que incluem a necessidade social do município.

Categorias: Medicina

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