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CAPES – REVISTA GESTÃO
UNIVERSITÁRIA – 11/04/2016 – BELO HORIZONTE, MG

Bolsista realiza estágio sobre neuropsiquiatria infantil nos EUA

PEDRO ARCANJO, COM INFORMAÇÕES DA UFPEL

Quando atuou como
bolsista do programa Ciência Sem Fronteiras (CsF) nos Estados Unidos de 2014 a
2015, a estudante Anna Maria Garcia Cardoso, 24 anos, teve oportunidade de focar
os estudos na área de neuropsiquiatria infantil. Pelo CsF, Anna pôde realizar
estágio de verão em pesquisa no Laboratório de Neuromodulação do Spaulding
Rehabilitation Hospital, afiliado a Harvard Medical School (HMS).

Primeiramente, a
estudante Estudou o ano letivo na University of California Los Angeles (UCLA),
sob tutoria da doutora Karin Nielsen. Na UCLA, fez disciplinas do mestrado de
Saúde Pública, Psicologia e estágio clínico na Pediatria no Mattel Children’s
Hospital. “Meu interesse está na interseção entre as neurociências e a aplicação
emo em políticas públicas, não apenas o conhecimento por si, mas como levar isso
a sociedade”, afirma.

Em junho de 2015, Anna
mudou-se para Boston onde fez estágio de verão. Com a prorrogação da bolsa por
mais quatro meses, a estudante brasileira teve oportunidade de atuar como
pesquisadora no Laboratório de Neurociências Cognitivas, liderado pelo doutor
Charles Nelson. “Trata-se de uma referência mundial na área de desenvolvimento
infantil. O Boston Children’s Hospital é considerado o melhor hospital de
Pediatria dos Estados Unidos e afiliado a HMS. Neste laboratório, realizei
várias capacitações e pretendo utilizar estes conhecimentos em parcerias que
estão sendo concretizadas no Brasil”. A partir do estágio, a bolsista acompanhou
também duas disciplinas do programa do mestrado da Harvard School of Public
Health (HSPH) e da Harvard Graduate School of Education(HGSE).

Contribuições ao Brasil

Durante o período de
estágio, a estudante iniciou outro projeto sob a tutoria da professora da HSPH,
doutora Márcia Castro, para avaliar as lacuna nas pesquisas de desenvolvimento
infantil no Brasil. “Este projeto faz parte de uma iniciativa do Núcleo Ciência
Pela Infância (NCPI), que surgiu em 2011 e seu principal eixo de atuação é a
tradução do conhecimento científico produzido por pesquisadores para uma
linguagem mais acessível à sociedade de modo que ele seja incorporado às
políticas públicas e às práticas profissionais”, conta. O NCPI é fruto de uma
parceria entre a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, o Center on the
Developing Child (CDC), da Harvard University, a Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo (FMUSP), o Insper e o David Rockfeller Center for
Latin American Studies (DRCLAS), também ligado à Universidade de Harvard.

De volta ao Brasil, a
acadêmica do 4º ano de Medicina na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Rio
Grande do Sul acredita que pode contribuir e retribuir o investimento para a
sociedade brasileira. “Meu propósito de vida é trabalhar com o desenvolvimento
integral da saúde das crianças do Brasil, para que elas não sejam fadadas ao
subdesenvolvimento devido a um pré-natal e acompanhamento durante a primeira
infância ineficientes, um surto de doenças previsíveis ou então pela negligência
do poder público”, afirma.

Anna também é
colaboradora da Rede CSF desde 2014, principal organização de participantes e
ex-participantes do Ciência sem Fronteiras. Saiba mais.

CsF

Lançado em dezembro de
2011, o Ciência sem Fronteiras busca promover a consolidação, expansão e
internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade
brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é
fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Educação (MEC) e da Ciência,
Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio de suas respectivas instituições de
fomento – Capes e CNPq. Ao todo, 101.446 bolsas foram concedidas em quatro anos,
conforme meta inicial do programa.

Consulte nesta página
matérias sobre a atuação dos bolsistas do CsF.

Categorias: Medicina

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