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AGÊNCIA BRASIL – 06/10/2016 – BRASÍLIA, DF

CFM defende punição para escolas médicas com alunos de baixo desempenho em
exame

PAULA LABOISSIÈRE

O presidente do Conselho
Federal de Medicina (CFM), Carlos Vital, defendeu hoje (6) punição para escolas
médicas cujos alunos apresentem baixo desempenho na Avaliação Nacional Seriada
dos Estudantes de Medicina. A partir deste ano, alunos de medicina no Brasil
serão submetidos ao exame a cada dois anos de curso – no segundo, quarto e sexto
ano da graduação.

“Reivindicamos que haja
consequência e que o Ministério da Educação também se corresponsabilize por essa
correção de desvios dentro da graduação. Não pode entregar isso apenas às
escolas, em sua maioria privadas, e que não são acreditadas ou fiscalizadas.
Muitas delas são autorizadas, mas não têm reconhecimento”, disse Vital.

Pesquisa divulgada mais
cedo pelo CFM mostra que 76% da população brasileira acha bom ou ótimo que
estudantes de medicina passem por avaliação de conhecimentos durante o curso.
Para 91% dos entrevistados, alunos que não tiverem bom desempenho na prova feita
no último ano do curso não devem receber o diploma.

“Este é um ponto crítico
para as entidades médicas e, para o CFM, em particular. Achamos que esses exames
precisam ter consequências”, disse Vital. “É uma percepção popular que vem ao
encontro do que o CFM, os conselhos regionais de medicina e as entidades médicas
têm denunciado”, acrescentou.

Carlos Vital ressaltou
que, nos Estados Unidos, por exemplo, não existem escolas médicas que não
estejam acreditadas por um sistema independente do governo. “Elas [escolas] têm
uma afirmação da sua qualidade de ensino. Ali até cabe a aceitação da autonomia
universitária. Mas é diferente no Brasil, onde há 271 escolas médicas.”

“Se há um índice maior
de alunos que não progridem, essas escolas têm que ser observadas e têm que se
adequar às novas condições de ensino. Se isso não acontece em um período de três
anos, elas têm que ser penalizadas e sofrer consequência também”, disse Vital.
“Não se pode entregar o diploma e liberar o exercício da profissão sabendo que
essa pessoa está insuficiente em termos de conhecimento.”

Categorias: Medicina

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