Folha de São Paulo, Cotidiano, DOMINGO, 14 DE ABRIL DE 2013

Física, química e matemática não chamam atenção

DE SÃO PAULO

Enquanto os dados de ingressantes nos cursos de
engenharia no país são positivos, uma outra frente de graduações apresenta
problemas: a de físicos, químicos e matemáticos.

Entre 2010 e 2011, a participação do grupo em relação
ao total de ingressantes caiu de 3% para 2,8% (houve um pequeno crescimento no
número absoluto de calouros, mas menor que a média de todo o ensino superior).

São esses cursos que formam professores para a
educação básica.

E é justamente essas áreas que possuem maiores
deficits de docentes nas escolas públicas brasileiras.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou
estar atento à questão e que deverá anunciar nos próximos dias um programa de
incentivo ao ingresso nos cursos universitários de ciências exatas e biológicas.

O objetivo é que haja melhora nas aulas desde o
ensino médio, com mais laboratórios, entre outras ações.

O ministério tenta incentivar os estudantes para a
área antes mesmo da educação superior.

DIFICULDADES

O diretor da Escola Politécnica da USP, José Roberto
Cardoso, afirmou que causa “muita preocupação” os dados referentes aos cursos de
física, química e matemática –que tiveram queda de participação em relação ao
total de ingressantes nos cursos de graduação.

Isso porque, afirma o pesquisador, a formação dos
estudantes do ensino médio nessas disciplinas é crucial para o desenvolvimento
tecnológico do país.

De acordo com o o ex-reitor da USP Roberto Lobo, um
dos problemas dessas áreas é que os “ensinamentos são abstratos, o aluno fica
estudando reações químicas, sem saber muito bem por quê”.

Para o pesquisador, a dificuldade aparece tanto nas
aulas de ensino básico quanto nas de formação dos professores no ensino
superior.

(FT)

 

 


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