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Folha de São Paulo, Ciência e Saúde, SÁBADO, 8 DE MARÇO DE 2014



PLANTÃO MÉDICO

JULIO ABRAMCZYK – julio@uol.com

As quedas dos idosos

O aumento populacional de pessoas idosas no
Brasil estaria criando um novo problema.

Segundo estudo da Universidade Comunitária da
Região de Chapecó, em Santa Catarina, esse problema seria o resultado da
ocorrência de um grande número de quedas de idosos, provocando lesões e graves
traumatismos.

Fátima Ferretti, Diany Lunardi e Larissa Bruschi
relatam na revista "Fisioterapia em Movimento" as causas e as consequências de
quedas de idosos em domicílio.

A residência, que deveria ser um lugar seguro,
com frequência é um ambiente de grande risco para os idosos, asseguram. Eles
caem mais em casa do que na rua. Em relação aos acidentes domésticos, a
proporção de quedas é de 70%. E os que vivem sozinhos apresentam maior risco.

São citados estudos mostrando que idosos
apresentam dez vezes mais hospitalizações e oito vezes mais mortes em
decorrência de quedas.

Participaram da pesquisa 389 idosos de ambos os
sexos. Foi identificada nesse grupo uma média de mais de uma queda por ano.

As principais consequências de quedas em
mulheres foram lesões no tornozelo, 21,46%; quadril, 16,75% e joelho, 16,24%.
Nos homens, joelho, 20,20%; tornozelo, 18,18% e cabeça, 15,15%. Ocorreram mais
acidentes na cozinha, banheiro, escada e sala.

As autoras sugerem como medidas preventivas
exercícios para aumentar a força muscular e tornar mais eficientes a locomoção e
o equilíbrio.


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