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A
Crítica, https://www.acritica.com/channels/cotidiano/news/estudantes-devem-pesquisar-antes-de-escolher-o-curso-que-pretentem-fazer-na-faculdade,
15/09/2018

Coaches alertam alunos
sobre poder da pesquisa na escolha de curso superior

Priscila RosasManaus (AM)

O
último ano do
ensino médio é um divisor de águas na
vida dos estudantes porque é ali que ele
enfrenta o questionamento: “o que eu faço da
vida?”.  A escolha do curso
superior faz parte desse questionamento e é a principal
decisão do
vestibulando.

A
estudante Nayra
Rodrigues, de 17 anos, já sabe o que fazer da vida
desde os 14:
Direito. Aos 12, ela começou a pensar no que seria
da vida e qual
profissão iria exercer.  Aos 13 anos,
começou a fazer as pesquisas de área
até se decidir. “Fui pesquisando e
pesquisando, até que cheguei a uma
conclusão: eu não posso escolher uma
área que dá dinheiro, mas sim algo que se
encaixe comigo e que eu  exerça com
inteligência, eficácia e,
principalmente, amor”, afirmou ela.

Com
o amigo
da Nayra, Anderson Costa, 19, foi um pouco diferente. Para ele,
o processo
de escolha da profissão a seguir no futuro foi mais simples,
mas a
dúvida é apenas se
faz graduação em Engenharia
Mecânica ou curso
técnico para a mesma área. “Eu gosto
muito de mecânica e de carros”, disse, ao
ser questionado sobre os critérios usados nessa
decisão. Ele garante que não
irá mudar de ideia.

Para
o coach
vocacional, Arthur Caldas, a escolha do curso superior exige pesquisa e
dedicação. Buscar ajuda profissional para definir
a área de atuação também
pode
ajudar. Segundo ele, o certo é procurar cursos que podem se
adequar ao perfil
da pessoa e, para isso, é necessário que
o candidato exercite o
autoconhecimento.

“O
meu conselho é
que eles possam saber quem eles são de verdade, fazer uma
análise de si mesmo,
quais são os seus pontos mais fortes, as suas
motivações. Aí sim, ele
estará
apto para a análise e pesquisa de curso”, explicou.

Consultoria

Além
de consultar
adolescentes que ainda não decidiram o que fazer, o coach
atende pessoas que
iniciaram a faculdade, porém não se identificaram
com a área escolhida.
“Segundo dados do MEC, 40% dos alunos que entram na faculdade
desistem no
primeiro ano. As escolhas são feitas de forma
aleatória ou por influência de
colegas, amigos e falta de conhecimento próprio”,
destacou.

Para
ele, é
necessário reavaliar alguns pontos. “O meu
conselho para os que já iniciaram a
faculdade ou estão desanimados com o mercado de trabalho
é encontrar uma
definição, ou um sentido para que ele se encontre
no mercado”, orientou.

A
falta de maturidade
na hora da escolha de curso também causa
consequências negativas, como a
frustração. De acordo com Caldas, o
atual sistema educacional induz os
alunos a fazerem cursos considerados privilegiados, além de
focar em uma forma
“conteudista”, sem uma
preocupação com a
orientação vocacional.

“Você
privilegia o
que passou no curso de Medicina e não no curso de Moda, por
exemplo. Temos que
quebrar esse paradigma. Se a área escolhida for
estigmatizada, pode haver
desmotivação por parte do aluno”,
ressaltou. Conforme o coach, o profissional
do século 21 tem que ir a busca de algo que cause a
diferença no mundo.

Comportamento
e sua influência no trabalho

A
analista
comportamental Márcia Mazzeto diz que lidar com a teoria e
vivenciar a prática
são grandes desafios para quem está saindo da
faculdade e para as empresas, por
consequência. Os desafios, disse ela, dependem muito do
momento de cada um.
“Seja o jovem que está em dúvida em
qual carreira seguir, o aluno que já está
na faculdade e ainda tem dúvidas ou cria um universo
paralelo com a realidade,
ou a pessoa que já está trabalhando,
está no mercado de trabalho, mas ainda não
se encontrou profissionalmente”, exemplificou.

 “Dentro da empresa
vejo muito isso. Antes de
minha formação na área comportamental,
contratávamos muito pelo currículo e
portfólio. Pouco tempo depois, demitíamos pelo
comportamento. Hoje, contratamos
pelo perfil comportamental e treinamos dentro de sua área de
habilidades”,
ressaltou.

“De
nada adianta
contratar um atendimento formado em publicidade se o perfil dele for
retraído e
com dificuldade de relacionamento. Por mais que ele seja
ótimo em seu
currículo. Assim em vários outros
setores”, disse Márcia.

A
analista disse
que o aspecto comum que encontra em pessoas com conhecimentos
adquiridos, mas
com perfil comportamental divergente da carreira é a
frustração.

“O
meu conselho é
buscar autoconhecimento com auxílio de um profissional
habilitado que possa
aplicar testes e usar de ferramentas que auxilie este aluno a conhecer
melhor
sua personalidade e com isso, identificar a área que melhor
se encaixa com o
seu perfil. Nunca optar por uma profissão ou curso porque
ele acredita que vai
ganhar mais, que é o mais fácil, que é
o curso que ele consegue pagar ou porque
a família já atua”, disse.

Os
últimos anos do
ensino regular são fundamentais para uma carreira bem
sucedida e formação de um
indivíduo realizado, ressaltou a especialista.
“Por isso, eu acredito na
importância do apoio da família e da
instituição de ensino”, acrescentou.

Feira
terá mais de 30 estandes

A
Feira Norte do
Estudante acontece anualmente e tem, além dos mais de trinta
estandes,
atividades como palestras, bate-papos, dinâmicas e
atrações culturais.
Entre os expositores confirmados no evento, estão a
Acermaple Intercâmbio,
Faculdade Santa Teresa, Serviço Brasileiro de Apoio
às Micro e Pequenas
Empresas (Sebrae-AM), Instituto Federal do Amazonas (Ifam), Centro
Universitário de Ensino Superior do Amazonas (Ciesa),
Faculdade Maurício de
Nassau, Faculdade Metropolitana de Manaus (Fametro), Centro
Universitário
Luterano de Manaus (Ulbra), Centro Universitário do Norte
(UniNorte),
Universidade Paulista (Unip), Gracom Escola de Efeitos Visuais, Egali
Intercâmbio, Curso Alpha, Editora Intrínseca,
Stylus Formaturas e Fundação Rede
Amazônica.

Serviço

O
quê: Feira Norte do Estudante (FNE)

Onde:Manaus
Plaza Centro de Convenções

Quando:
26,27 e 28 de set

Valor:
É gratuito

 


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