Folha de São Paulo, Mercado, SEXTA-FEIRA, 16 DE NOVEMBRO DE 2012

SP contrata mais, mas paga menos a “criativos”

Área inclui música, design, projetos, computação e marketing, entre outros

PIB da indústria criativa paulista em 2011 foi de R$ 48 bi, a maior parcela do total do país, com 44%

PEDRO SOARESDO RIOPATRÍCIA BASILIOCOLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Maior economia do país, São Paulo tem o terceiro maior salário da indústria criativa, atrás do Rio de Janeiro e do Distrito Federal.

Esse segmento inclui áreas de áreas como artes, música, pesquisa e desenvolvimento, design, engenharia e arquitetura (projetos), computação, telecomunicações e mídia, entre outras.

O Estado lidera em número de vagas, com 38% dos profissionais da indústria criativa do país, mas eles ganhavam, em média, R$ 5.037, abaixo do rendimento no Rio (R$ 7.275) e no Distrito Federal (R$ 6.105), segundo pesquisa feita pela Firjan (Federação das Industriais do Estado de São Paulo).

O PIB da indústria criativa paulista correspondia a R$ 48 bilhões -ou 44% do total no país. O peso do setor na economia estadual, porém, era de 3,5% em 2011, inferior aos no Rio e no Distrito Federal.

Para Guilherme Mercês, da Firjan, isso se deve ao fato de o Estado estar “ainda focado na indústria tradicional”.

PUBLICITÁRIOS

São Paulo oferece os maiores salários apenas na área de publicidade, a segunda que mais emprega, atrás de arquitetura e engenharia.

Wilson Mateos, 37, diretor de criação da agência de publicidade DM9DDB, com 21 anos de carreira na área, afirma que os altos salários da profissão estão ligados à escassez de profissionais “realmente criativos”.

De acordo com Mateos, o novo perfil de consumidor do país favorece as profissões criativas, pois há procura maior por produtos e serviços inovadores.

“A onda do ter é coisa do passado. Os brasileiros de hoje querem escolher”, afirmou o publicitário.

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